Nova etapa do blog: continue conosco!

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Seguimos adiante (maquete confeccionada por estudantes do curso)

Quando criamos a página Nos trilhos do conhecimento, nossa intenção era de que ela fosse um veículo permanente de comunicação do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários do Campus Santos Dumont do IF Sudeste. Ficamos satisfeitos de dar agora mais um passo importante para concretizar este objetivo.

Como o blog é resultado de um projeto submetido a nossa Direção de Extensão, Pesquisa e Inovação, ele depende da participação e do trabalho de estudantes do curso, bolsistas desta iniciativa. A partir deste mês, contamos com dois alunos da formação técnica integrada ao Ensino Médio: Luana Affonso e Silas Martins.

Eles serão os autores da maior parte dos textos que publicaremos nos próximos meses, tratando sempre do setor ferroviário: ensino, oportunidades, notícias, curiosidades e temas de utilidade pública. Seguimos abertos também a textos de colaboradores. Agradecemos a todos os estudantes que ajudaram a construir o blog e damos boas-vindas aos novos bolsistas. Continue conosco!

Equipe Nos trilhos do conhecimento

Concluintes apresentam maquete construída durante o semestre letivo

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Foto: Leonardo Jardel

Construída durante todo o semestre letivo pela turma do quarto período do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários, uma maquete que reuniu elementos de diversas disciplinas da formação foi apresentada na noite de quinta-feira (14), no Campus Santos Dumont. Para viabilizar a confecção, os estudantes utilizaram materiais como madeira, brita, cano de antena e isopor. A maquete é um legado que os alunos deixam à unidade do IF Sudeste, que a utilizará para demonstrações em diferentes âmbitos do curso.

“Ficamos muito orgulhosos. Estava comentando com o professor Sandro (Baldo) que não via a hora de terminar. É muito satisfatório”, comentou o aluno Walmir Santos. “Nosso intuito desde o início foi passar desde a primeira matéria até o último período. Utilizamos (conceitos e aplicações de) Via Permanente, Soldagem e Eletroeletrônica. Estamos aproveitando tudo que aprendemos no curso”, completou.

O professor Sandro Baldo explicou que a ideia foi inicialmente proposta aos estudantes por meio da disciplina Técnicas de Manutenção, que ele ministra no quarto período. No entanto, outros professores do curso – Fernando Caneschi, Luciano Biazutti, Marcus Vinícius de Paiva, Philipe Pacheco e José Henrique Chaves – aderiram à proposta e auxiliaram os alunos na inserção de outros elementos, ligados a diferentes disciplinas, na construção da maquete.

“Acabou sendo um projeto multidisciplinar. Os professores Marcus Vinícius e José Henrique , por exemplo, contribuíram com a parte de Sinalização. A maquete é mais um meio que teremos como material didático para as próximas turmas”, afirmou o professor Sandro.

Alunos, participem do nosso blog!

Os estudantes do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários que não estiverem no último período da formação podem ser editores do blog Nos trilhos do conhecimento. Para se inscrever, basta entregar na secretaria do Campus Santos Dumont, em 15 ou 18 de julho, uma redação com o tema “Como a Ferrovia se relaciona com Sociedade, Economia e Meio Ambiente“.

Os dois alunos selecionados terão direito a uma bolsa de R$200,00 por mês até dezembro deste ano. É necessário estar regularmente matriculado e frequente às disciplinas. Entre as atividades, estão a definição das pautas e a produção de textos para o blog. O projeto tem a coordenação do professor Fernando Caneschi e do jornalista Daniel Leite. Consulte aqui outras informações sobre a seleção de bolsistas.

Entrevista: Por que o curso técnico integrado vale a pena

Luana Affonso e Vitória Novaes retornavam de mais uma aula de Via Permanente da formação em Manutenção de Sistemas Metroferroviários. Talvez não fosse simplesmente mais uma. Alunas do primeiro ano do curso técnico integrado ao Ensino Médio do IF Sudeste MG, elas conversavam naquele trajeto sobre como a experiência de quatro meses no Campus Santos Dumont já havia superado suas expectativas. Se há algum tempo a decisão de vir ao Instituto Federal baseava-se apenas na oportunidade de cursar o Ensino Médio na instituição, é possível afirmar que essa percepção mudou bastante.

“Não entrei tanto pelo curso (técnico). Foi mais pelo Ensino Médio”, contou Luana, “mas, quando comecei a conhecer e a ter as aulas de Ferrovia, isso mudou. Depois, no dia em que fomos fazer o serviço de campo e tivemos aquele contato, vimos os trens e os trilhos, tudo de perto, aí a gente vai criando um amor pelo curso e vai começando a se interessar mais”. O mesmo processo aconteceu com Vitória: “escolhi esse curso muito porque meu avô trabalhou com Ferrovia. Não me importava tanto com a formação técnica, mas é bem diferente do que eu imaginava. Achava até que talvez fosse um pouco chato, mas depois eu me interessei mesmo. É muito legal, o curso”.

Uma das maiores características de um curso integrado, modalidade que o Campus Santos Dumont oferta desde 2015, é a interdisciplinaridade, a constante comunicação entre disciplinas técnicas e de Ensino Médio. “Acho que ajuda (essa relação). Tem matérias que a gente vê no Ensino Médio e também no curso técnico. Acontece, por exemplo, com a Matemática. Você vai ver algo e lembra. Um vai ajudando o outro”, avaliou Luana. Vitória acrescentou que “algumas matérias têm aspectos que a gente já viu no Ensino Fundamental. No Médio também: Matemática ajuda no Desenho Técnico. Uma (parte) vai puxando a outra”.

Quando o estudante opta pela modalidade e pelo IF, sabe que, naturalmente, precisará se dedicar mais, pois aumentam o número de disciplinas e o de horas dedicadas aos estudos. Após um período de adaptação, isso não tem sido um problema para Vitória. “No começo era muito cansativo. Chegava em casa cansada e já ia dormir, mas estou me acostumando. Não gostava de ficar à toa (mesmo antes do Ensino Médio no IF). Fazia cursos à tarde. Tive de parar por causa do IF, mas está sendo bem legal (a experiência aqui)”, comentou.

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Estudantes do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários integrado, Luana Affonso e Vitória Novaes

As alunas relatam que dificuldades eventualmente surgem em disciplinas técnicas e do Ensino Médio, mas não se trata de obstáculos insuperáveis – Vitória, por exemplo, já tem mais facilidade em Mecânica em relação ao início do ano e agora busca evoluir em Manutenção. A lista de disciplinas preferidas de Luana contempla os dois âmbitos. “Eu me interesso pela Via Permanente, porque está muito ligada ao curso (por definição). Como estou gostando bastante do curso, então automaticamente é uma delas (disciplinas). Gosto bastante também de Biologia e História da Ciência”.

Quando questionada sobre a decisão de fazer um curso técnico associado ao Ensino Médio, Luana não tem dúvidas em afirmar que vale a pena. “Além de ter a base e a preparação forte do Ensino Médio, você ainda sai com um curso. É como muitos professores falam: é um passo a mais. Mesmo que você não siga na área, é um conhecimento a mais. Às vezes você se depara em sua vida com alguma coisa e vê ‘isso eu sei’, ‘isso eu lembro’. É um diferencial em relação a outras escolas”.

Depois do curso técnico integrado

“Estou me interessando muito pelo curso (técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários) e talvez siga a área, mas ainda não sei o que quero fazer”, afirmou Vitória. Luana, por sua vez, considera que ganhou uma alternativa profissional a partir da formação técnica. “Sempre tive a ideia de fazer Medicina. Pretendo mesmo, e meu foco está sendo esse. Mas estou dando muito valor ao curso, pois estou me interessando muito. Tenho a ideia formada, mas pode mudar. Se por acaso, quando chegar o momento de decidir, eu vir que não quero, vou seguir a área do curso, porque é algo de que estou gostando muito mesmo”.

“Quando a gente pensa na turma inteira, é muito diversificado. Você tem um grupo de pessoas com várias linhas de pensamento, com muitos objetivos diferentes. Percebo que a maior parte dos alunos tem esse objetivo, essa visão de Ensino Superior. Vêm para fazer o Ensino Médio de qualidade, aliado ao técnico, que vai lhes dar uma profissão de imediato. Eles querem ter uma educação de qualidade, almejando a universidade”, analisou o coordenador do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários, professor Fernando Caneschi, que reitera a compatibilidade entre o curso e quaisquer que sejam os objetivos profissionais dos estudantes:

“Temos casos de alunos que até pretendem seguir outras áreas, como a da Saúde, mas que desempenham muito bem as técnicas. Temos, por exemplo, uma aluna com intenção de cursar Psicologia que faz Desenho Técnico muito bem, tem uma facilidade para enxergar e fazer um traçado. Vejo que os alunos vão se empenhando cada vez mais”.

De acordo com Luana, o coordenador do curso antecipou corretamente o que aconteceria com a turma à medida que se familiarizasse com a formação. “No início do ano, lembro uma aula em que o professor Fernando falou que a maioria dos alunos, os que não estavam tão interessados, mudaria a percepção do curso, que começaria a gostar. Mudou muito mesmo”, concluiu.

Ferrovia e impacto ambiental

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Wikimedia Commons

Por Andressa Ferreira

De acordo a norma ISO 14001, impacto ambiental é “qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização. Juridicamente, o conceito de impacto ambiental refere-se exclusivamente aos efeitos da ação humana sobre o meio ambiente”.

Um empreendimento com as dimensões de uma ferrovia afeta, de diversos modos, um extenso espaço em seu entorno. Suas áreas de influência podem ser divididas em direta, indireta e diretamente afetadas.

Mas, do ponto de vista ambiental, quais seriam os impactos? Bem, a construção de uma ferrovia pode ocasionar desmatamento e alterações de comportamento dos animais silvestres, mudanças no uso do solo, risco de perda de patrimônio arqueológico e de interferência com cavernas. No entanto, para que esses impactos sejam minimizados, muitas empresas promovem programas ambientais junto à população local.

É relevante citar que a implantação de uma ferrovia implica a modificação da cobertura do solo. Ao se retirar a cobertura vegetal de um solo, ele irá perder sua consistência, ou seja, a água, que antes era absorvida pelas raízes das árvores e plantas, passa a infiltrar em menor quantidade devido à falta de cobertura vegetal, podendo gerar instabilidade do solo e/ou erosão causada pelo aumento da parcela de escoamento superficial.

É comum sempre associar “impacto” a algum prejuízo para a natureza e também para pessoas. Mas, na verdade, um impacto pode ser positivo ou negativo. Sendo positivo, ele representará um benefício para natureza e pessoas, como, por exemplo, a redução do número de acidentes nas rodovias ou o aumento das oportunidades de trabalho para a população. Ambientalmente, haverá economia nas emissões de gases do efeito estufa, isso porque o numero de caminhões circulando será bem menor.

Vale ressaltar que a ferrovia é um modal muito relevante, com custos de manutenção menores comparados a outros, e que sua construção inevitavelmente demanda espaço, que muitas vezes é um espaço ambiental. Cabe às empresas responsáveis por sua construção, além de respeitarem, serem amigas do meio ambiente para que ocorra uma perfeita parceria.

Fontes consultadas:

Portal CIMM

Relatório de impacto ambiental

Colaboração:

Professor Fernando Caneschi

Oportunidade: CBTU abre concurso com cadastro de reserva para BH

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A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Superintendência Regional de Trens Urbanos de Belo Horizonte abrem concurso para formação de cadastro de reserva. Os interessados devem ter Ensino Médio completo e, dependendo das exigências do cargo, cursos técnicos ou de outras modalidades de qualificação. As inscrições devem ser feitas, de 13 de junho a 7 de julho, pelo site www.fumarc.com.br. As taxas para participar da seleção variam de 50 a 70 reais.

As remunerações vão de R$ 1.487,03 a R$ 2.994,13, e a jornada de trabalho será de oito horas diárias. Os cargos previstos estão nas categorias de Assistente Operacional (ASO), Assistente de Manutenção (ASM) e Técnico Industrial (TIN). Algumas das funções estão direta ou indiretamente relacionadas a nosso curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários e a outras formações oferecidas pelo Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG.

Outras informações podem ser obtidas a partir da leitura do edital, disponível neste link.

Conheça o curso: Entrevista com aluno Luciano Silva, do quarto período

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Durante o período de inscrições no Processo Seletivo 2016.2 do IF Sudeste MG, os próprios alunos apresentam os cursos do Campus Santos Dumont. O responsável por falar sobre Manutenção de Sistemas Metroferroviários é Luciano Silva, do quarto período. A entrevista está disponível aqui.

Vale lembrar que o Processo Seletivo tem inscrições abertas até 12 de maio. Não perca tempo! Cadastre-se em copese.ifsudestemg.edu.br. Dúvidas? Ligue para (32) 9 8469 7150.