Processo Seletivo: em entrevista, professor apresenta curso em Manutenção de Sistemas Metroferroviários

img_20160921_110802538O programa Cultura Acontece, da Rádio Cultura de Santos Dumont, recebeu na manhã da última quarta-feira (21) o coordenador do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários do IF Sudeste, professor Fernando Caneschi. Ofertada de maneira integrada ao Ensino Médio no Processo Seletivo 2017, que tem inscrições abertas, a formação é dedicada especialmente a quem está concluindo o 9º ano do Ensino Fundamental. À apresentadora Tota Meneghel, Fernando falou sobre diversos aspectos do curso, que abre 35 vagas na seleção (informações sobre inscrições podem ser obtidas por aqui).

“Na parte técnica”, destacou o professor, “o aluno terá aspectos como Infraestrutura, Segurança do Trabalho, com uma visão mais ambiental, Manutenção Elétrica e Mecânica dos equipamentos ferroviários, sinalização ferroviária e gerenciamento de fluxo”. Ainda que tenha reforçado a relevância da vertente profissionalizante, Fernando deixou claro que, na modalidade integrado ao Ensino Médio, o curso não obriga o estudante a seguir carreira no segmento específico.

“Ele não prende o aluno ao mercado de trabalho daquela área. O estudante terá condições iguais ou melhores (em relação a alunos que cursam apenas o Ensino Médio) para seguir ao Ensino Superior. Existem em nosso curso pessoas que pretendem fazer Medicina, Odontologia, Psicologia… Os professores trabalham conteúdos de maneira diversificada, de modo a também ajudar o aluno a identificar a carreira que pretende seguir”, comentou.

O professor Fernando Caneschi também destacou o viés interdisciplinar do curso. As avaliações bimestrais, por exemplo, apresentam questões que mesclam elementos de disciplinas de Ensino Médio e matérias técnicas, o que facilita a compreensão do conteúdo e prepara melhor o estudante para provas como a do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Leia aqui também a entrevista com a estudante Amanda Carvalho, de Manutenção de Sistemas Metroferroviários.

A era ambiental: como funcionam os VLTs

Por Andressa Ferreira

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A primeira viagem do VLT Carioca. Wikimedia Commons

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é movido a partir do sistema APS (alimentation par lê sol ou alimentação pelo solo), em que a energia vem de um terceiro trilho, instalado entre os trilhos de rolamento do veículo. A alimentação ocorre apenas no trecho sob o trem. As composições também têm um supercapacitor, uma espécie de bateria, que recebe energia da rede e pode ser recarregado pela energia absorvida no processo de frenagem do trem. Além disso, ele é silencioso.

Esse tipo de sistema reflete diretamente no mundo atual. Afinal, a poluição chega a ser quase nula. Ele também tem destaque no quesito segurança, pois o sistema de alimentação elétrica do VLT é dotado de um mecanismo que impede que o trilho condutor de energia permaneça energizado fora da área de captação de energia do trem, eliminando o risco de choque elétrico mesmo em caso de trilhos molhados.

Por todos esses fatores, o VLT é uma das soluções mais interessantes para mobilidade e, nos próximos anos, tende a aumentar sua participação no transporte urbano nas grandes cidades brasileiras.

Fontes:

O Globo

Exame

Acidentes na rodovia e na ferrovia

Por Silas Martins

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Acidentes até acontecem na ferrovia, mas são muito mais raros. Wikimedia Commons

O que causa um acidente rodoviário? Geralmente, a imprudência do motorista, que pode ser, por exemplo: dirigir embriagado, fazer uma ultrapassagem onde ela é proibida e excesso de velocidade. O rodoviário é um modal perigoso quando comparado ao ferroviário, pois o número de acidentes é muito mais alto no primeiro. Em média, os acidentes rodoviários tiram a vida de 1,2 milhão de homens, mulheres e crianças no mundo todo por ano. E há também ocasiões em que esses acidentes deixam sequelas graves, ainda que não sejam fatais. Fonte: causas dos acidentes ferroviários.

O transporte ferroviário de passageiros é considerado bastante seguro. Quando os acidentes acontecem, a imprudência ainda é a principal causa. Os riscos que a ferrovia oferece são o descarrilamento, que é muito raro, uma colisão com veículos rodoviários ou até mesmo pedestres (também por conta da imprudência de veículos e pessoas que transitam pela faixa de domínio da ferrovia). Veja neste documento que o índice proporcional de acidentes ferroviários no Brasil diminuiu de maneira significativa de 1997 a 2010 (período contabilizado pela ANTF).

“No veículo rodoviário, o motorista tem um grau de liberdade muito grande para tomar decisões. No ferroviário, isso não ocorre. O maquinista só tem a autorização para condução do veículo a partir de um centro de controle operacional (CCO), onde suas ações são monitoradas integralmente”, comentou o professor Fernando Caneschi, que acrescentou: “o transporte de passageiros por modal ferroviário é muito seguro. Inclusive, já é trabalhada há algum tempo a condução a distância de alguns veículos, sem a presença de maquinistas”.

Conheça o curso: entrevista com a aluna Amanda Carvalho

*Também publicado no site do Campus Santos Dumont

No segundo ano do curso técnico integrado em Manutenção de Sistemas Metroferroviários do Campus Santos Dumont, a aluna Amanda Carvalho tem a exata noção do que representa a oportunidade de estudar no Instituto Federal. “Sempre tive a ideia de fazer (o curso integrado). Quando estiver no fim do terceiro ano, conseguirei dois diplomas, não só um, do Ensino Médio. Então, estarei um passo à frente da maioria das pessoas. Isso abre também nossa visão para o mercado de trabalho mesmo, para entender como funciona, como a gente tem de atuar e a postura de um profissional”.

Esta é a lógica da modalidade, dedicada a quem está concluindo o 9º ano do Ensino Fundamental: associar a formação técnica à preparação para o Ensino Superior e integrá-las de maneira que uma contribua para o desenvolvimento da outra. Sem dúvida, o ingresso em um desses cursos indica uma mudança importante na vida de um adolescente, mas, conforme garante Amanda, o IF Sudeste se preocupa com a adaptação e a evolução dos estudantes. Seu caso teve até uma particularidade adicional, pois ela chegou ao Campus Santos Dumont já no segundo bimestre do ano letivo de 2015 – Amanda cursava Edificações em Juiz de Fora.

“Os professores são muito capacitados, com uma formação muito boa, e conseguem atender tudo que a gente precisa. Quando eu cheguei aqui, estava quase em época de prova de novo. No começo foi difícil, mas depois eu gostei muito. Os professores me ajudaram muito. Em todas as disciplinas que eu precisei de aulas extras ou tirar dúvidas (fora das aulas), eles me auxiliaram. Alguns me ensinaram matérias que já tinham passado, e eu não tinha aprendido lá”.

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Amanda apresentou nesta semana, durante o III Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão do IF Sudeste no Campus Rio Pomba, o trabalho de pesquisa que desenvolveu como bolsista orientada pelo professor de Educação Física Gustavo Pasqualini. O estudo contribuirá, a partir dos dados verificados, para a aptidão física relacionada à saúde de estudantes do Ensino Médio, com a futura sugestão de novas práticas alimentares e realização de atividades físicas. Em entrevista ao programa especial sobre os cursos integrados do Campus Santos Dumont (acompanhe aqui), Amanda qualificou a experiência como “muito importante para a minha formação”

Especificamente sobre a parte técnica do curso, Amanda é o perfeito exemplo de quem se apaixonou pela área de formação depois que a conheceu melhor. “Meu avô trabalhava na área (na Rede Ferroviária Federal), mas nunca tinha ligado muito. Então, foi quando entrei mesmo, que fui gostando muito de tudo aquilo que comecei a aprender e de todas as viagens técnicas que a gente faz. Acho tudo muito interessante”.

Definir a disciplina favorita da parte técnica não é tarefa fácil, pois ela aprendeu a apreciar todos os pormenores do ensino voltado ao setor ferroviário. “É difícil, porque eu gosto de tudo. Gosto de Via Permanente, Metrologia… Na Via Permanente, você está ali e vê coisas que a gente nem tinha ideia de como funcionava. Quando a gente entra aqui, passa a ter uma outra visão de toda aquela infraestrutura e vê que é algo muito mais complexo do que apenas uma linha que está ali”.

Aos 16 anos, a estudante relatou ainda que pensa em explorar todas as vertentes do curso: pretende realizar o estágio em uma empresa da área e também seguir para o Ensino Superior. Para quem está em dúvida sobre fazer ou não um curso integrado no Instituto Federal, Amanda dá a dica: “tem a adaptação, a questão de ter muitas matérias, o horário. Mas depois de um tempo a gente se acostuma. Lá no futuro, isso vai te ajudar, incrementar muito mais na sua vida do que se você não tivesse feito, tivesse feito só o Ensino Médio normal. Realmente, é algo fascinante”.

Manutenção de Sistemas Metroferroviários, da modalidade integrado ao Ensino Médio, é um dos quatro cursos do Campus Santos Dumont com vagas no Processo Seletivo 2017. Saiba mais aqui e faça sua inscrição aqui.

Ferrovia e segurança (parte 1)

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Wikimedia Commons

Por Luana Affonso

Muitas pessoas têm o habito de fazer da malha ferroviária trajeto para suas casas e para outros lugares, atalhos mesmo. No entanto, essa prática pode trazer grande perigo à própria vida.

O blog publicará nas próximas semanas textos sobre riscos que você pode estar correndo sem perceber.

Por exemplo, caminhar sobre o trilho pode gerar uma série de lesões, mesmo sem a “participação” de um veículo ferroviário. Alguns dos riscos são:

  • Desequilibrar-se e virar o pé, provocando uma torção ou até mesmo uma fratura;
  • Ter um rompimento de ligamento;
  • Cair do trilho e bater a cabeça, o que pode levar a um caso grave, como o traumatismo craniano.

Tome cuidado com a falsa sensação de segurança e não caminhe sobre trilhos. Em breve, mais conteúdo no blog sobre o tema.

Ferrovia x Rodovia

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Foto: Wikimedia Commons

Por Silas Martins

De 1870 a 1920, o Brasil vivenciou a famosa Era das Ferrovias. Naquela época, o crescimento médio das ferrovias era de cerca de 6000 quilômetros por década. Até os anos de 1950, o transporte ferroviário era muito valorizado pelo governo brasileiro, e o sindicato das ferrovias era muito forte.

Na época do mandato de Juscelino Kubitschek, o país preferiu investir nas rodovias em vez das ferrovias, por causa do interesse político em trazer as indústrias automobilísticas para o país na expectativa de ampliação de consumo de materiais derivados de petróleo e aumento de emprego. A ferrovia teve no período um grande corte em seu orçamento e aos poucos foi cedendo o lugar ao transporte rodoviário.

Essa questão não é fácil de se resolver. Mesmo assim, o transporte ferroviário tem seu uso disseminado em todos os continentes. Ele é muito recomendado para transporte de cargas pesadas, como produtos siderúrgicos, minérios, granéis e contêineres.

Em contrapartida, uma das principais deficiências do transporte ferroviário está na dificuldade de percorrer superfícies acidentadas e no fato de não poder conduzir mercadorias até o consumidor final. Isso porque o trajeto segue sempre um caminho definido (trilhos).

Ao mesmo tempo em que é menos poluente e mais seguro e eficiente em diversos aspectos, o transporte ferroviário tem um alto custo na manutenção e, principalmente, na construção das vias férreas. Neste cenário, existem fatores que fazem do transporte rodoviário o mais utilizado no Brasil. Leia sobre vantagens e desvantagens do modal.

Para comparar, veja algumas virtudes e problemas do transporte ferroviário.

Outras fontes consultadas:

Transporte ferroviário no Brasil

Por que rodovias?

Transporte ferroviário

Nova etapa do blog: continue conosco!

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Seguimos adiante (maquete confeccionada por estudantes do curso)

Quando criamos a página Nos trilhos do conhecimento, nossa intenção era de que ela fosse um veículo permanente de comunicação do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários do Campus Santos Dumont do IF Sudeste. Ficamos satisfeitos de dar agora mais um passo importante para concretizar este objetivo.

Como o blog é resultado de um projeto submetido a nossa Direção de Extensão, Pesquisa e Inovação, ele depende da participação e do trabalho de estudantes do curso, bolsistas desta iniciativa. A partir deste mês, contamos com dois alunos da formação técnica integrada ao Ensino Médio: Luana Affonso e Silas Martins.

Eles serão os autores da maior parte dos textos que publicaremos nos próximos meses, tratando sempre do setor ferroviário: ensino, oportunidades, notícias, curiosidades e temas de utilidade pública. Seguimos abertos também a textos de colaboradores. Agradecemos a todos os estudantes que ajudaram a construir o blog e damos boas-vindas aos novos bolsistas. Continue conosco!

Equipe Nos trilhos do conhecimento