Engenharia Ferroviária e Metroviária em Santos Dumont? O IF quer saber sua opinião

Os Institutos Federais têm por objetivo desenvolver e ofertar a educação técnica e profissional em todos os seus níveis e, a partir disso, formar e qualificar cidadãos para atuar nos diversos setores da economia, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional. Nesse contexto, o Campus Santos Dumont do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) tem se dedicado a buscar novas modalidades de ensino para contribuir com o crescimento da comunidade local, sempre se pautando por uma educação pública, gratuita e de qualidade. Um dos projetos em discussão é a abertura do Curso de Graduação em Engenharia Ferroviária e Metroviária.

A formação em discussão no IF Sudeste MG está orientada a propiciar uma visão sistêmica da Engenharia Ferroviária e Metroviária, desenvolvida para atuar em quatro grandes áreas: projeto veicular, operação, manutenção e gestão ferroviária e metroviária. O profissional também estará apto à atuação interdisciplinar, em contato com as Engenharias Mecânica, Elétrica, de Produção, Mecatrônica, Metalúrgica, de Materiais, de Transporte e Logística e de Infraestrutura, entre outras.

Assim, pedimos sua colaboração numa consulta pública sobre a possível implementação do curso. Clique aqui para acessar o formulário.

Anúncios

Entrevista com a ex-aluna Maria Regina Novais

Aluna da primeira turma do curso técnico em Transporte Ferroviário do Campus Santos Dumont do IF Sudeste, Maria Regina Novais, de 23 anos, trabalha há quatro (entre estágio e emprego) em uma grande concessionária do setor. Mesmo sem a certeza prévia de que gostaria de atuar na área e, ao contrário de boa parte da população de Santos Dumont, sem familiares que construíram suas trajetórias profissionais na Ferrovia, ela escolheu o curso – hoje denominado Manutenção de Sistemas Metroferroviários – e o transformou em oportunidades, todas aproveitadas. Em entrevista a nosso site, a ex-aluna do Instituto Federal, agora também graduada em Administração, fala sobre curso, atribuições de seu cargo (Controladora de Outras Ferrovias) e relevância do segmento ferroviário para o país:

Site: Por que você decidiu estudar no IF e escolheu o curso técnico em Transporte Ferroviário?

Maria Regina: Eu tinha concluído o Ensino Médio e trabalhado por seis meses. Só que eu queria continuar estudando, não queria parar naquele momento. Sinceramente, se eu te falar que amava a Ferrovia ou que sempre quis trabalhar com isso, seria mentira. Fiz o curso porque era uma oportunidade na minha cidade. Como na época eu era muito nova e meus pais não queriam que eu fosse para Juiz de Fora, o curso foi uma oportunidade para mim e eu resolvi dar uma chance para o curso. Eu me surpreendi, gostei. Diferentemente da maioria das pessoas em Santos Dumont, não tenho nenhum parente ferroviário e nunca havia tido contato com a área. Mas eu via nos ex-ferroviários uma paixão pela Ferrovia. Isso me impulsionou a fazer o curso, a procurar informações.

Site: Em boa parte dos casos, no início de um curso técnico, os alunos ainda não têm convicção de que querem trabalhar naquela área. Quando você descobriu que realmente considerava o setor ferroviário como uma opção válida de carreira?

Maria Regina: Acho que cada pessoa descobre seu potencial de uma forma. Tem gente que nasce querendo ser médico e vira um excelente médico. Eu não sou assim. Fui aproveitando oportunidades, conhecendo áreas e setores e vendo onde me adaptava e gostava mais. Acho que isso acontece com a maioria das pessoas que vão para o curso técnico. Com 15, 16 ou 17 anos, a pessoa ainda é muito nova para tomar uma decisão. Além de ser uma oportunidade para você trabalhar, a formação técnica também é a chance de conhecer um setor diferente, ver a profissão por outro lado. Assim foi a Ferrovia para mim – eu imaginava a Ferrovia como algo ‘truculento’, pesado, que não fosse para mim, mas vi que não era assim, que havia várias áreas (no segmento ferroviário) em que eu conseguia me encontrar. A importância do curso técnico é muito grande por causa disso, você já tem contato com algo mais sério, que pode ser no futuro sua profissão.

16425438_1826370677630715_869846963_n
Maria Regina Novais, ex-aluna de Transporte Ferroviário. Foto: arquivo pessoal

Site: Como foi seu processo de seleção, inicialmente para estágio, na concessionária? Desde o início, você encontrou muitas conexões com o curso que você fez no IF?

Maria Regina: Não teria entrado na concessionária se não fosse pelo curso técnico. Talvez depois, por outros meios, mas naquela época não. Os alunos do curso foram chamados para uma entrevista. Muitas dicas que eu vi aqui, com a Luciana (Sarmento, psicóloga da Assistência Estudantil do Campus Santos Dumont, durante o projeto Fazer Acontecer, que é desenvolvido com os alunos pelo setor), foram importantes. O entrevistador perguntou exatamente o que ela indicou, eu respondi exatamente o que ela me sugeriu e deu certo. Entrei na parte de Manutenção, no setor que realizava atendimento de trens no trecho, quando havia algum problema: o maquinista entrava em contato via rádio, e o pessoal o orientava, com processos predefinidos, para tentar restabelecer e não precisar parar a circulação. O curso me deu suporte para eu entender nomes de peças, componentes. Tive de correr atrás na parte de Informática – principalmente o Excel avançado –, e é interessante que os alunos também busquem isso.

Site: Atualmente você trabalha na concessionária na função de Controladora de Outras Ferrovias. Quais são as atribuições do seu cargo?

Maria Regina: Existem trens da concessionária em que trabalho que circulam por outras ferrovias. Fico na parte de negociação com essas ferrovias, cobrando quando o trem para ou tem outro tipo de problema – o que é melhor: mandar (assistência) mecânica da minha ou da sua ferrovia. Também na Baixada Santista, que é administrado pela concessionária onde trabalho, mas onde circulam trens de outras ferrovias. Precisamos avaliar qual trem tem a preferência, qual vai entrar no porto – no de Santos (o principal porto brasileiro) e no de Conceiçãozinha.

Site: Por que você decidiu fazer também o curso superior em Administração? Pretende, de alguma forma, conectar as duas carreiras?

Maria Regina: Pretendo (conectá-las), sim. Sempre tive vontade de fazer o curso superior. Não me arrependo, de forma alguma, de ter começado pelo técnico. Com a ajuda da instituição e dos colegas, consegui conciliar e fazer o curso. Fiz a opção por Administração porque, dentro da Ferrovia, fui para uma parte mais administrativa. Foi impulsionado pela Ferrovia – ver que a área me ajuda no meu trabalho me deu mais certeza do que eu queria fazer.

Site: De que maneira você avalia o curso técnico integrado ao Ensino Médio (modalidade ofertada desde 2015 pelo Campus Santos Dumont), que tem como uma de suas formações Manutenção de Sistemas Metroferroviários?

Maria Regina: Acho que fazer (o curso técnico) já na época do Ensino Médio ajuda. Bem mais novo do que eu, por exemplo, você já pode ter uma visão do que pretende fazer. Já escutei teorias de que a modalidade desgasta muito, mas acho que isso varia muito de aluno para aluno. Amigos e parentes já me perguntaram, e eu sempre aconselho a fazer.

Site: Você mencionou, em uma das respostas, que antes do curso via a Ferrovia como um ambiente mais “truculento e pesado” e que durante a formação percebeu que não era o caso. Em sua opinião, ainda existe resistência à atuação das mulheres no setor?

Maria Regina: Onde trabalho, pela cultura da empresa, essa resistência não existe. Em Ferrovia, parece que a pessoa trabalha e se apaixona (pela área). Tem gente que se aposenta e continua. Então, há pessoas remanescentes de uma época em que não se via uma mulher na Ferrovia, diferentemente de outros setores da Logística, como Aviação. Até hoje as pessoas olham e perguntam ‘mas o que você faz?’, ‘você é maquinista?’. Eu não sou maquinista, mas existem mulheres que são. Pode haver resistência em situações específicas, mas é tudo uma questão de adaptação. Acho que a mulher precisa saber se impor, independentemente de incomodar alguém ou não. Não é nada que impossibilite a entrada de mulheres na Ferrovia.

Site: Você falou sobre a questão de o profissional da área se apaixonar pela Ferrovia, de um modo que talvez não seja explicável em palavras. Foi o seu caso também?

Maria Regina: Sim, sim. Antigamente, eu via a Ferrovia de um jeito superficial, ‘um trem que passa e faz barulho’. Era um obstáculo. Quando comecei a trabalhar e vi a importância dela para o país, isso mudou. Ela transporta uma parcela muito grande do PIB (Produto Interno Bruto, que representa bens e serviços finais produzidos) do país. Já fui ao Porto de Santos, e você vê uma fila enorme de caminhões, enquanto o trem pode transportar uma carga muito maior. Quando você vê a relevância e a diferença que aquilo faz em seu país, isso te impulsiona a trabalhar e te faz ver o trem não como um obstáculo. Olhando o que ajuda na economia do país, dá para se apaixonar e ter aquilo como uma missão na sua vida, sim.

*Publicada originalmente no site do Campus Santos Dumont

As alterações no modelo de concessão de ferrovias

trail-943166_1920Por Silas Martins

Em setembro deste ano, foram anunciadas pelo Governo Federal mudanças no modelo de concessão do setor ferroviário e em outros segmentos. As alterações valem, por exemplo, para ferrovias e aeroportos incluídos na primeira fase do chamado Projeto Crescer.

No modelo anterior, o vencedor do leilão era responsável por operação e construção da ferrovia, mas a estatal Valec era quem negociava o direito de passagem de trens. Com as modificações, as empresas que vencerem a concorrência também prestam o serviço de transporte de cargas, como acontecia nas concessões definidas nos anos 90, por exemplo.

De acordo com o Ministério dos Transportes, a medida não desmontará a Valec, que “precisa se reconstruir” para continuar tendo um “papel muito importante para o desenvolvimento das ferrovias no Brasil”. Vale registrar que nenhuma ferrovia teve o processo de concessão concluído com as regras anteriores, que previam um papel mais amplo para a Valec.

Confira aqui a reportagem do G1 que trata do assunto

Quer entender melhor o que é uma concessão? Clique aqui

Ferrovia e sinalização para pessoas surdas

Por Luana Affonso

signaling-164687_960_720
Imagem: Pixabay

Várias questões do setor ferroviário que precisam ser monitoradas e em alguns casos corrigidas estão relacionadas à segurança. Aqui no blog, já tratamos deste aspecto: confira os textos aqui e aqui.

Um dos pontos mais importantes no tema segurança é a sinalização nas passagens de nível. Para pedestres e automóveis, é muito utilizado o aviso sonoro. No entanto, nem sempre pessoas surdas estão acompanhadas por amigos ou familiares, o que torna essa sinalização insuficiente.

A sinalização sonora que a ferrovia geralmente oferece é a buzina do trem, mas, se a pessoa tem alguma deficiência auditiva que a impede de identificar essa sinalização, pode existir ainda uma indicação luminosa de que o veículo está se aproximando. Contudo, se o pedestre não tem conhecimento do significado deste sinal ou mesmo não o visualiza, como saberá que o trem está próximo?

Em algumas passagens de nível, funcionários da concessionária que opera a linha, por exemplo, têm a responsabilidade de anunciar da proximidade do trem para carros e pedestres, mas eles não estão necessariamente em todos os cruzamentos.

Por este motivo, seria interessante trabalhar em soluções definitivas de segurança, principalmente para portadores de necessidades especiais. Um sinal visual mais claro e chamativo, parecido com os que são utilizados para controle do trânsito de carros e pedestres, pode ser uma ideia para o caso específico deste texto.

Impressões dos estudantes sobre o VI Sisfer

Por Luana Affonso

dsc03399-site
VI Sisfer aconteceu no Campus Juiz de Fora

Logo após o VI Seminário de Integração do Setor Ferroviário (Sisfer), realizado nos dias 1 e 2 de dezembro no Campus Juiz de Fora do IF Sudeste, conversei com alunos que participaram do evento para conferir suas opiniões em relação ao que o seminário acrescentou à formação deles:

Matheus Leite, do primeiro ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários

“Em minha opinião, o Sisfer foi muito importante não só para alunos de Ferrovia, mas também para todos que estavam presentes no evento. Além de abordar de forma sucinta o início da utilização do modal ferroviário no Brasil e a situação atual das ferrovias, mostrando as concessionárias atuantes e os trechos da malha férrea que são de suas respectivas responsabilidades, ele também abordou a evolução das escolas técnicas de ensino ferroviário no Brasil. Outro ponto importante também foi o início da primeira escola técnica de ensino ferroviário em Santos Dumont, que foi criada em 1941 e, em 1943, ganhou o nome de Escola Profissional Fernando Guimarães, que foi o diretor que revolucionou o ensino da época, com bancadas e instrumentos. Esta escola hoje é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas, para crescer cada vez mais e atender toda a comunidade”.

Maria Vitória, do primeiro ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários

“Eu achei um evento muito bom, que ampliou meu olhar sobre a ferrovia”.

Clara Leite, do primeiro ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários

“Achei que atendeu às minhas expectativas e que os palestrantes foram de muita qualidade em apresentar o tema e sanar as dúvidas apresentadas pela plateia”.

Amanda Helena, do primeiro ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários

“Eu gostei muito do Sisfer. Foi uma experiência incrível por conhecer outras pessoas e ouvir um pouco mais sobre meu curso. Apesar de cansativo, valeu a pena”.

João Pedro Pires, do primeiro ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários

“Além de todas as informações da via permanente, (vimos) o que evoluiu e qual está sendo o planejamento para melhorar a qualidade de trabalho e transporte. É um tipo de aula diferente, tranquila, fugindo da rotina, onde você fica mais à vontade. Sem contar as amizades feitas no evento com outros alunos, as pessoas que já trabalham na área e os próprios professores”.

O que esperamos do VI Sisfer

mesa-redonda-em-2015-sobre-transporte-ferroviario-de-passageiros
Mesa-redonda sobre transporte de passageiros em 2015

O VI Seminário de Integração do Setor Ferroviário (Sisfer) será realizado a partir desta quinta-feira, no Campus Juiz de Fora do IF Sudeste. O blog ouviu estudantes e professor do Campus Santos Dumont, organizador do Sisfer, para entender quais são suas expectativas e de que maneira eles pretendem acompanhar o evento que discute história, perspectivas e inovações aplicadas ao setor metroferroviário. O trabalho é da aluna Luana Affonso, do primeiro ano de Manutenção de Sistemas Metroferroviários, que resumiu as percepções dos entrevistados:

Heder Geraldo, do 1º ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários (integrado ao Ensino Médio)

Heder tem a expectativa de que os assuntos tratados no VI Sisfer sirvam para aprender mais sobre o próprio curso e a área de formação. Sua ideia é fazer anotações durante todo o evento.

Clara Leite, do 1º ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários (integrado ao Ensino Médio)

Clara espera que o VI Sisfer amplie sua visão técnica em relação à Ferrovia, com a apresentação de temas complementares ao que já é transmitido pelos professores no Instituto Federal. “Espero que o VI Sisfer desperte ainda mais a minha curiosidade em relação ao curso”, afirmou a estudante, que ainda nos revela como pretende absorver os assuntos: “vou me manter atenta às palestras e anotar os pontos importantes”.

Camila Amaral, do 1º ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários (integrado ao Ensino Médio)

Camila também tem a expectativa de aprender ainda mais sobre o setor ferroviário: “quero saber mais sobre oportunidades de emprego e em quais áreas poderei trabalhar”. Ela ainda pretende ter uma ideia mais precisa sobre a parte técnica do curso que faz. “Quero ter uma perspectiva geral sobre meu curso, e o VI Sisfer irá me ajudar”, acrescentou a estudante, que espera participar dos debates.

apresentacao-cultural-em-2015
Apresentação cultural em 2015

Arthur Assunção, professor de Informática do Campus Santos Dumont

“Minha expectativa é conhecer mais a área ferroviária, onde atuo dando aulas para as turmas do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários”, afirmou. Arthur acredita que o evento pode abrir a possibilidade para aplicar elementos de sua disciplina nesta área, valorizando a interdisciplinaridade. Para isso, o professor pretende debater e, se necessário, conversar com os palestrantes.

João Pedro Pires, do 1º ano do curso técnico em Manutenção de Sistemas Metroferroviários (entrevistado pelo também estudante Silas Martins)

De acordo com João Pedro, o Sisfer será muito relevante para quem pretende seguir a carreira técnica, pois é uma oportunidade para acumular informações que podem ser essenciais. O seminário também deixa todos os participantes por dentro das transformações e inovações do setor ferroviário, o que tende a ser um diferencial.

*Informações e programação disponíveis em www.santosdumont.ifsudestemg.edu.br/sisfer.

palestra-de-abertura-em-2015-ministrada-pelo-presidente-da-associacao-brasileira-da-industria-ferroviaria-abifer-vicente-abate
Palestra de abertura em 2015

O maior túnel ferroviário do mundo

Por Luana Affonso

Assim como no modal rodoviário, o sistema ferroviário também recorre a túneis para ligar duas seções de uma via. Mas qual é e onde fica o maior túnel deste tipo do mundo? Dica: fica na Europa e está cercado por um grande sistema de cordilheiras.

alpes-anniviers1
Alpes. Wikimedia Commons

Inaugurado há quase seis meses, ele é o Túnel Ferroviário de São Gotardo e está localizado na Suíça, com 57,5 quilômetros de extensão. Um dos propósitos de sua criação é aumentar o transporte de cargas até o Mediterrâneo, descongestionando as estradas. Ele atravessa os Alpes e faz uma interligação entre o norte e o sul da Europa. A obra teve duração de 17 anos e um custo de US$ 12,276 bilhões. Seu funcionamento pleno ocorrerá em dezembro.

Importantes autoridades estiveram presentes em sua inauguração, em 1º de junho. Eles tomaram um trem que os levou da entrada norte do túnel até a parte sul da porção “italiana” da Suíça.

E aí, gostou do texto? Divulgue-o para outras pessoas e explore mais o nosso blog!

Fontes: G1, O Globo e YouTube.